domingo, 12 de junho de 2011

Part 3 - One step. Two steps... Welcome to Nothing

Ele deu um passo. Dois passos.Bem-vindo ao Nada.Onde não há chão.Não há caminho.Não há ar.Não há vida.Há somente o tão conhecido Nada.

O primeiro passo foi dado quando ,sem perceber o sorriso indesejado saiu da sua caixa.O segundo passo foi por medo. Ele desejou se afastar. Desejou fugir. O mundo mais próximo alí era o Nada. Ele preferia se esconder onde não havia vida,do que encarar um sorriso.Enfrentar um belo sorriso destruidor.Destruidor.

Ele entrou nesse mundo.Se escondeu na escuridão.Ele pelo menos tentou. Mas o sorriso foi atrás dele. Correu. Em busca de vingança. Vingança por ele ter o trancado por tanto tempo. O Garoto fugiu.Ele não queria ser massacrado.Não queria derrubar mais lágrimas da sua coleção. Não por aquele sorriso. Que vinha acompanhado de um par de olhos. 

Furiosos...

Queria vê-lo chorar,sofrer.Ele lutava.Lutava contra as lembranças.Contra os momentos. Contra tudo relacionado à tal brilho destruidor,à tal beleza destruidora. Ele estava desarmado. Com ele ali só havia um par de pernas e um par de braços. Ele tentava correr, tentava esconder seus olhos .Evitando encarar.Evitando entrar naquele brilho.

Ele tentou acreditar que não queria olhar. Ele tentou!

Ele queria olhar.Ele queria sentir.Ele queria lembrar. Sabia que não faria bem. Sabia que quando visse,ele poderia cair. Poderia sentir o peso do mundo. O Sorriso que no passado era o mundo para ele.Resolveu tomar tal decisão arriscada.Tal decisão que poderia torna-lo infeliz.Joga-lo no escuro. Joga-lo de volta de onde com esforço ele já tinha conseguido escapar.

Algo que ele trancou pra esquecer.Algo que ele pediu pra esqueceu.Um sorriso que ele precisou deixar pra tentar descobrir o que era viver.Um sorriso que causou tal decepção.Um sorriso que ele insistia ver com perfeição.Mesmo sendo tão cheio de imperfeições.

Ele estava ali.Com a cabeça sobre o joelho.Os olhos sobre a palma de suas mãos. O tal sorriso estava lá.Em sua frente. O encarando. O que ele tinha que fazer era levantar sua cabeça.Abrir seus olhos. Ele se sentia incapaz.Ele em todo esse tempo estava em uma batalha interior. Uma batalha onde ele não procurou armas defensivas.Ele queria se convencer.Se convencer de encarar.De passar por cima daquilo que ele chamava de perfeição.

Ele olhou!

E se deparou com algo que o surpreendeu. Todo aquele brilho que antes ele chamava de perfeição,não existia mais.O que ele viu foi um sorriso triste. Um olhar sem vida. Algo que parecia não ter saido de dentro dele. Algo que não correspondia ao que ele sabia que não deveria se lembrar. 

Mais uma decepção...

Uma decepção pelo mesmo sorriso.

Nenhuma novidade.Talvez ele nunca mais consiga o surpreender.Talvez aquele sorriso...



Seja somente mais um cadáver


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Part 2 : Stars

.Já era noite quando ele chegou à algumas conclusões não conclusivas..

Olhou para o céu.Lá estava.Estrelas.Algo que sempre esteve ali e ele nem ao menos havia percebido antes.
-Estranho não perceber algo tão lindo.
Parou e avistou uma enorme esfera de plasma.A que mais brilhava alí,naquela noite.Lá estava ele,admirando todo brilho,toda perfeição. E sem perceber.Abriu sua coleção de sorrisos.Sua coleção favorita.Ou melhor.A coleção onde continha o item mais valioso.

Ao abrir a caixa,pegou primeiramente o sorriso de sua mãe. Um sorriso pleno,confortavel,confiante,estável.Um sorriso que lembrava o brilho das estrelas que estavam com ele àquela noite.
Nesse momento ...
Ele sentiu uma mistura de sensações. Lembrou do sorriso mais sincero ali guardado. Do sorriso mais valioso. O sorriso de quem ali já não estava presente.No momento que abriu a caixa,a vontade era de fechar rapidamente e voltar para sua casa na escuridão.
Mas era tarde demais!
Daquilo ele não conseguiria fugir. Daquilo não conseguiria esquecer.Não conseguiria deixar aquelas sensações sentidas ao ver o gracioso sorriso da pessoa que ele depositava tal importância.

No momento que ele viu o sorriso de sua mãe novamente,uma única lágrima caiu. Os cílios inferiores não aguentaram tal peso. Ele tentou...sim,ele tentou.Mas não conseguiu segurar as lágrimas para manter sua tão valiosa coleção de lágrimas.E lá se foi. A coleção começou à cair no chão sólido,frio.As lágrimas pareciam ser mais quentes do que ele,cheia de emoções,sentimentos,bons sentimentos,boas sensações.E um pouco dos medos que nunca o deixavam.

Medos,medos...
Por mais que ele estivesse perdendo o medo de sentir,ele não queria lembrar de alguns itens alí deixados.Não queria lembrar de algo que poderia por algum momento apagar as lembranças boas que estavam com ele no céu estrelado.Os próximos à sair da caixa seriam mais dolorosos.Cairiam lágrimas frias. Diferente do sorriso de sua mãe,os outros sorrisos estavam lá.Claro,dentro da caixa,mas também havia mais dos mesmos vagando por um mundo próximo.Um mundo que pra ele não seria necessário conhecer,não mais.
Não depois de tudo.

Part 1 : The Collector

Um garoto descobriu que no Mundo da Felicidade não entra quem não sentiu a dor do Mundo da Tristeza...

Ele estava lá, continuava à admirar o Sol.Vendo ali o Sol desaparecer,caindo.Deixando apenas um alaranjado no céu.Continuava em busca da luz,que até então,parecia não existir.Suas esperanças continuavam não presentes em seu olhar.No lugar do brilho que deveria haver alí,havia lágrimas presas nos cílios inferiores.
   Ele havia feito uma coleção diferente.Uma coleção que nenhuma pessoa alí presente se importava em fazer.Ele colecionava gotas.Gotas mais conhecidas como lágrimas.

Você deve estar pensando que ele chorava muito,mas é ai que você se engana.

Ele,ao contrário do que você pensou que ele fazia,guardava todas dentro de si.As sentia calado.Lágrimas guardadas.Dentro de um lugar obscuro.Dentro de uma caixa. A caixa que se encontrava ao lado da caixa de sorrisos.Sim,ele também colecionava sorrisos.Mas calma,isso já é outra história...

Lágrimas no ponto de vista do garoto era o reflexo dos sentimentos alí escondidos.Sinal de fraqueza.Ele preferia guarda-las.Nelas havia medo.Medo de sentir.Medo de abraçar.Medo de gostar.Medo de amar. Medo medo medo medo.Ele achava essa palavra estúpida.Mas sentia o significado dela na pele.

Colecionava às lágrimas com a mesmo valor que colecionava os belos sorrisos.Valor que não era existente.Valor que só faria sentido se alí as deixasse cair.As lágrimas que ele preferia guardar eram a essência dele.Era a prova pra muitos que ele sentia algo. 
Tolice tentar provar algo pra alguém certo?!

 Mas ele também queria provar pra sí.
 Provar que alí ainda havia emoções...


terça-feira, 7 de junho de 2011

Neblina

Acordei.Sai de baixo das cobertas,sai de baixo do meu mundo seguro.Me certifiquei de pisar primeiramente com o pé direito sobre o solo gelado,mesmo sem esperanças de um dia melhor,tentei apostar em um ditado.Como se um dia bom dependesse de um pé direito.Fui em direção ao banheiro,à cada passo sentia o frio entre meus dedos,sentia o frio que pelo fato de eu ter me tornado uma pessoa gélida não sentia há tempos.Ao chegar no banheiro,vi meu reflexo torto em um espelho perfeitamente limpo e nítido,aceitei o fato de não ser mais eu mesmo e dei ao espelho minhas costas.

Lá estava eu,sentado,ouvindo cada passo,cada movimento dos indivíduos que ali estavam.Não os via,só os sentia. Na verdade não via algo,via só o mesmo nada que há dias estava ali.Sabia que estava de olhos abertos,eu sabia,mas não conseguia enxergar,não conseguia enxergar um pingo de verdade nos olhos de quem ali estava.Não conseguia sentir conforto nas palavras ali ditas.Estava ali,em um tipo de transe psicótico,onde percebia cada mentira,cada verdade,cada singularidade de sentimentos. Mentiras era o que mais havia;em cada gesto,em cada abraço,em cada olhar.Verdades?! haviam também,mas em forma de brincadeiras,nada direto,nada que pareça real. E sentimentos singulares...ah sim,sentimentos singulares...estavam lá,nos olhares,no lugar onde deveria estar a verdade.Não que os sentimentos singulares não sejam verdadeiros,mas algumas singularidades trazem tristeza aos olhares,e vejo isso como algo triste.E a verdade,de uma certa forma é o que você é.

Eu falava sem nem ao menos saber sobre o que estava falando,eu não estava ali de verdade,minha mente vagava pela escuridão onde você me deixou. Estava andando em busca da luz, em busca de uma única chama onde pudesse me aquecer,em busca de algo que talvez nem existisse mais.

Nesse momento de busca,lembrei do Sol que havia visto pela manhã,ao caminho do que chamo de solidão.Ele brilhava.Mas havia uma neblina no lugar onde deveria haver nada, deveria haver o horizonte.Mas nem pelo fato de haver essa neblina,deixei de ver o Sol como algo único,um brilho inexplicável.

Talvez o Sol seja minha luz,talvez eu esteja procurando ela em lugares errados.
Ou talvez pessoas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Kill me with words


Não sei mais o que sentir, não sei mais o que fazer e muito menos o que falar pra todos que me perguntam se estou bem. Talvez todos pudessem me chamar de mentiroso pelo simples fato de responder que estou,mas é bom eles saberem que devem me agradecer por essa mentira,pois afinal,só estou evitando que você se sinta na obrigação de sentir meus problemas,que por sinal,são muitos.
 Estou cansado desse mundo caótico,estou cansado de pessoas que entram na minha vida e saem como se não precisasse dar explicação alguma, como seu eu fosse um estabelecimento sem nenhum atendente ,como se dentro de mim já não existisse um coração. Sempre dei mais valor à amizades do que à relacionamentos amorosos, e isso me torna idiota?! se sim,continuarei sendo idiota e vendo da minha forma.
Como se já não bastasse pessoas jogando meu amor no lixo,agora existe pessoas jogando minha amizade no lixo e …
                                                                                                                                                       people insist on killing me with words …
                                                                                                                                                          but it’s not what I deserve…not this time